Brasil registra o maior número de empregados com carteira assinada da história

O número de empregados com carteira assinada no setor privado no Brasil chegou a 39,6 milhões de pessoas no trimestre encerrado em fevereiro deste ano. O valor representa um novo recorde da série histórica iniciada em 2012. Os dados foram divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta sexta-feira (28).

Número de trabalhadores com carteira assinada em empresas bate recorde dos últimos 13 anos Na imagem, como ilustração, uma pessoa assina uma carteira de trabalho.

Número de trabalhadores com carteira assinada em empresas chegou a 39,6 milhões de pessoas no trimestre encerrado em fevereiro – Foto: Mauricio Vieira/Secom/ND

O setor teve alta nas duas comparações: 1,1% (mais 421 mil pessoas) no trimestre, e 4,1% (mais 1,6 milhão de pessoas) no ano. Já o número de empregados sem carteira assinada no setor privado caiu 6% no trimestre.

O levantamento mostra que o número de empregados no setor público (12,4 milhões) recuou 3,9% no trimestre e subiu 2,8% (mais 334 mil pessoas) no ano. Os brasileiros empregados – contando setor público e privado –  recebem, em média, R$ 3.378. O valor representa uma alta de 1,3% no trimestre e recorde na série iniciada em 2012.

Taxa de desemprego subiu e chegou a 6,8% no trimestre

A taxa de desemprego no Brasil subiu e chegou a 6,8% no trimestre entre dezembro e fevereiro. Apesar da alta, o resultado é o melhor para o segundo mês do ano desde 2014.

No trimestre anterior, entre setembro e novembro de 2024, a taxa era de 6,1%. Segundo o IBGE, a quantidade de pessoas desempregadas teve uma alta de 10,4% (mais 701 mil pessoas) entre dezembro e fevereiro. A pesquisa mostra que 7,5 milhões de brasileiros não ocupam uma vaga de trabalho.

Brasileiros empregados recebem, em média, R$ 3.378. Na imagem, uma indústria com um trabalhador operando máquina

Brasileiros empregados recebem, em média, R$ 3.378 – Foto: Marco Favero/ Secom/ Reprodução/ ND

A população desalentada, que engloba aqueles com mais de 14 anos que estão fora do mercado de trabalho e não fazem busca efetiva por um emprego, teve alta trimestral de 6,9% e chegou a 3,2 milhões de pessoas. Já na comparação anual, houve queda de 11,8%.

Sem carteira assinada: taxa de informalidade foi de 38,1%

A taxa de informalidade foi de 38,1% da população ocupada, contra 38,7% no trimestre encerrado em novembro de 2024. A taxa de informalidade é um indicador que mostra o percentual de trabalhadores que atuam sem carteira assinada.

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